PEDRO CALDEIRA SANTOS
BIOGRAFIA
Pedro Caldeira Santos, nasceu em Lisboa em 19 de Maio de 1961; vive em São Domingos de Rana, Concelho de Cascais. Pai de uma filha é licenciado em Economia pelo ISE da Universidade Técnica de Lisboa; exerce a sua actividade profissional como funcionário público.
Recentemente, editou “Erupções”, o seu primeiro livro de poesia, editado pela MP Edições-Miká Penha.
Trabalhos Coletivos:
III Antologia do grupo LLO – “A Lagoa, o Mar e Eu”;
IV Antologia do grupo LLO – “Retrato de Mim”
Antologia “Perdidamente- 1.ª Antologia Poética de Poetas Lusófonos Contemporâneos Vol. I”, do grupo “Múltiplas Histórias”.

À Fernanda
e à minha filha Carlota
Prefácio
“Lava”, segundo livro do autor, surge na sequência de
“Erupções”.
O livro ERUPÇÕES, com a tinta da escrita na página branca,
as letras, as palavras, os versos, corporiza poemas numa sucessão de explosões
eufóricas e disfóricas sobre o amor, o sofrimento, a vida, a natureza, tudo
numa paleta multicolor na busca incessante do “eu” num mundo sonhado.
Explosões de gritos sufocados e desejos no masculino que se
lançam numa torrente incontida de “sentires” profundamente sentidos.
“ Que violência, que vísceras
Terão ainda mais ficado por expelir
Terão ainda mais ficado por expelir
Em erupções intimas
Das frias entregas que te arrefecem” (Erupções)
Vitalidade da poesia da simplicidade, da espontaneidade, que
surge fluida como um rio
“ Sais de rompante
Como um raio que rasga a noite” (Poema)
Como um raio que rasga a noite” (Poema)
na demanda incessante de uma foz que não consegue alcançar.
“ O meu porto de abrigo
Onde sempre imaginei chegar”
Onde sempre imaginei chegar”
A própria vida dança nos seus poemas, indiferente aos
lamentos
“Há apenas a alma vazia,
Um corpo dormente,
Um nó na garganta e a agonia
Um corpo dormente,
Um nó na garganta e a agonia
Do teu corpo ausente.” (Alma Vazia)
A sua escrita consubstancia a suma potência do despojamento
poético e as palavras nuas dão voz à raiva surda, ao amor e ao pulsar da vida.
“Escrevo apenas com
raiva o que me vai na alma
Quando
ferida, ela se esvai entre os meus dedos;”
(Infâmias)
Lirismo que subverte as regras e encontra fórmulas
transfiguradas
“Saciando-se despida
nas múltiplas cores que esborratam a tela
Pintada pensativa
Pintada pensativa
Na arte da vida mergulhada” (Tela)
Fala de tudo o que existe e inventa para dizer o que está
por vir.
Escrita da verdade, que se eleva à sua própria substância na vertigem do “non sense” da condição humana.
Escrita da verdade, que se eleva à sua própria substância na vertigem do “non sense” da condição humana.
“O tempo
esgota-se
Passa sem retorno
E a vida vivida, estática, parada, adormecida
É irremediavelmente desperdiçada no tempo.” (Desperdiçando o tempo)
Passa sem retorno
E a vida vivida, estática, parada, adormecida
É irremediavelmente desperdiçada no tempo.” (Desperdiçando o tempo)
Escrita de amor incondicional
“ A coragem
de amar
Sem medo
Sem receio da incerteza
Apenas com a certeza do amor”
Sem medo
Sem receio da incerteza
Apenas com a certeza do amor”
Escrita de urgência, da catarse como forma de se libertar
das cálidas agonias do inatingível e das batalhas inglórias que trava,
“Ainda assim
Fica a
escrita para que te possa alimentar
Para que
sorvas letras como se fossem beijos
E devores
frases como abraços adiados” (Desespero da Espera)
Projeta-se noutros quadros, dispersa-se em universos ermos,
perde-se, muitas vezes, encontra-se e volta, irremediavelmente, a perder-se…
“Felizmente
que sempre existe uma nova madrugada.”
Cada poema é escrito com a energia da exasperação, mas com
um pungente credo de esperança ao qual se agarra, porque se sente vivo. Afirmação
da existência física pela escrita que dramatiza e ao mesmo tempo simplifica
conotando-se com mitos e símbolos.
“Golfadas
explosivas de ideias
Pérfidas, perversas, pornográficas
Ingénuas ou divertidas
Puras, impróprias, criativas
Irreverentes, impuras
Monótonas, despropositadas no tempo” (Ideias)
Pérfidas, perversas, pornográficas
Ingénuas ou divertidas
Puras, impróprias, criativas
Irreverentes, impuras
Monótonas, despropositadas no tempo” (Ideias)
Desperta a tensão premente de ser que se obstina na perpétua
queda, na metamorfose de um novo e resiliente recomeçar.
“Pelo atar ou desatar
dos nós da vida
Continuando a viver
Continuando a viver
Num
permanente recomeçar…”
Assim como Orpheu, desce às profundezas do impossível e
emerge, com a coragem personificada, como um eterno amante que comove no seu
desassossego.
Este livro é o pulsar da vida, escrito na primeira pessoa.
Sentimos a sua escrita como a entrega mais inteira que resgata a sua alma a
cada ERUPÇÃO poética.
Ficámos à espera de novas erupções ….
E assim nasceu “Lava”…..
Ana Lopes Conde
À
Minha filha Carlota
Aos meus pais
E para ti, Leonor, que me inspiras
Minha filha Carlota
Aos meus pais
E para ti, Leonor, que me inspiras
O presente
livro, sendo o primeiro, consubstancia um desafio que nunca me propus abraçar.
Sempre entendi que tudo o que escrevia era “meu”,
muito “meu” e não o deveria
partilhar. Assim não o entendiam alguns dos poucos, muito poucos amigos, que
sabiam da existência destes registos que mantinha arquivado num espaço muito
próprio.
Não
posso, por isso, deixar de lhes agradecer, aqui, o incentivo de me encorajarem
nesta aventura intimista em que este
conjunto de desabafos soltos se tornaram – uma colecção de sonhos transformada
numa “Erupção” de sentires, que me atrevo a divulgar e a deixar para quem tenha
o atrevimento e coragem de me ler.
Assim,
não posso deixar de agradecer à Anabela Ferreira, a primeira a conhecer os meus
registos e que para além de me incentivar a escrever, sempre afirmou, de forma
muito assertiva, de que um dia haveria de “ler” um livro meu.
À Alice
Teixeira, uma grande poetiza do Norte, ainda pouco conhecida do grande público
mas de cujos poemas muito gosto, o me ter incentivado a participar e publicar,
pela primeira vez, numa Antologia – no caso a III do grupo
“LLO”.
À minha
cunhada Ana e à Ana Cabaço, as primeiras a conhecer este livro, a primeira
pelas críticas e por me ter ajudado na sua revisão e à segunda pela opinião sincera
sobre o mesmo.
À
Fernanda Alves por me ter apoiado na escolha dos poemas a incluir no
“Erupções”.
À Helena
M. Furtado, Helena Carrilho, Isabel L. Santos, Dóris Cunha, Carla Marina, Ana
Cristina, à Graça, ao António Vasconcelos Saldanha e ao Joaquim Cardoso, pelos
incentivos e críticas que me foram fazendo ao longo do tempo em que foram lendo
e tomando conhecimento do que vou escrevendo.
Finalmente
a todo o grupo do “LLO - Letras da Lagoa
de Óbidos”, em especial à Miká, ao João Ramalho e ao João Bernardino, que
me acompanharam nas duas primeiras Antologias em que participei, pelo fabuloso
apoio e carinho com que me receberam neste grupo.
Um
agradecimento em particular à Miká Penha, não só pela amabilidade de ter aceite
o convite de ser a autora da capa deste livro, mas também por se dever a ela o
apoio e edição desta realidade que é o livro “ERUPÇÕES”.
Um muito
obrigado ainda aos meus pais e à minha filha Carlota, pela cumplicidade
permanente que temos mantido.
E um beijo
para ti, Leonor, a quem devo muito do que aqui está escrito.
Um muito
obrigado a todos

