terça-feira, 7 de março de 2017

ALBERTO CUDDEL


ALBERTO CUDDEL

BIOGRAFIA
  
Alberto Cuddel pseudónimo de António Alberto Teixeira de Sousa nascido a 14 de Janeiro de 1973, no concelho de Baião, na margem norte do rio Douro, cedo rumou ao litoral no concelho de Vila do Conde, estudou até ao 12º Ano. 

Casou em 1995 tem do ir residir para o concelho da Maia, local onde permaneceu até 2008. 
Rumou à área metropolitana de Lisboa, onde actualmente reside no concelho de Vila Franca de Xira.

Começou a escrever poesia em 1993 sem nunca ter editado qualquer obra, já participou em algumas antologias, escreve essencialmente sobre o amor, as desilusões da vida, o quotidiano do sofrimento humano. Tem na sua cara metade a fonte da inspiração. 

Cada momento da vida é um poema, com toda a carga emocional que isso acarreta, mas não sabe viver de outra forma.

Participei nas Antologias: 
Os Poetas d’Hoje volume II, O Som dos Poetas, A Lagoa e a Poesia, Palavras de Veludo, Quando o amor é cego
Poetas d'hoje contra a pobreza, Lugares e palavras de natal – Volume IV., Retrato de mim, De mim para Ti                          Entre outras…

http://www.facebook.com/AlbertoCuddel


PREFÁCIO


Dizem que os prefácios são absolutamente irrelevantes à excelência do que se lerá de seguida.
Talvez porque podem perturbar a graciosidade da leitura.
Por isso, nem aqui me atreverei a preocupar-me com tamanhas elevações de espírito que contrariassem tal ideia.
Muito menos ao emprego de metáforas poéticas.
É que os poemas que o leitor terá oportunidade de ler neste livro, foram escritos com uma luminosidade e transparência tais que, o que quer se escreva antes, lhe retira, de algum modo, a alegria e o prazer de uma óptima leitura.
Apenas o faço para expressar a graciosidade das palavras que em seguida terá oportunidade de confirmar, do polimento com que o poeta suavizou os seus versos.
E, através destes, gritar a sua alma com a mais límpida nitidez.
A mesma que nos faz suportar que há algo de divino quando a alma do poeta é grande.
Seria lastimável que, enquanto amigo do poeta e conhecedor da sua obra, perdesse a oportunidade de afirmar o quanto ele consegue facilmente trazer à luz do dia o que é há de mais luminoso e divino na poesia: a esperança de um mundo melhor, de onde jamais nos percamos.
Com uma poesia que relata o corpo e a alma, o espírito que diviniza a vida e que, como que por magia, liga os mais elementares valores morais ao amor eterno, os poemas que teremos oportunidade de ler ao longo desta obra, para além de uma leitura apaixonada, deixa-nos a meditar sobre a vida. Como tal, apenas revelarei antecipadamente que é um desfile de poemas ardentes de sonhos e versos de um encantamento ímpar, que nos remete para uma imaginação sem paralelo.
Veneremos, então, com tamanha riqueza e vigor de sentimentos, este belo livro poético, certo de que você, caro(a) leitor(a), encontrará nas palavras do poeta a beleza das outras cores, para além do dourado da felicidade.

João Paulo Bernardino

Escritor


Nota de autor

Alberto Cuddel

Neste livro está retractado parte do meu percurso poético, estão aqui inscritos poemas entre 1994 e a actualidade, poderá o leitor depreender pelas ilustrações que o conteúdo do livro foca essencialmente a sensualidade poética, que também aqui se encontra muito levemente, o significado desses nus artísticos, não se perde apenas no aspecto gráfico em si mas ao acto de se apresentar despido de artifícios numa quase, transparência da alma. 
A natureza habita o universo, despida entregue ao nosso olhar, assim como a inspiração no eu poético. Ilustrações que derrubam os preconceitos e elevam a reflexão, a alma nua, fruto do universo como no acto da criação em estado puro. 
O significado das figuras de casal, prendem-se com a nossa forma de estar na vida, inclusive nas redes sociais, amados por uns e criticados por outros, totalmente transparentes um com o outro, sem individualidades de sonhos ou segredos. 
Um pormenor interessante que reparei aquando da proposta de inclusão das ilustrações é o seguinte, enquanto nas figuras exclusivamente femininas existem apontamentos externos, com adornos, objectos, fundos, peças de roupa, indicando que apesar de me apresentar com a alma despida sou influenciado pelo mundo que me rodeia, pelo sentir de quem se cruza comigo, fruto da solidão humana. 
Nas figuras de casal isso não existe, existem apenas eles, sem roupas, adornos ou objectos, apenas focados um no outro, apenas ligados pelo Amor. 
Entrega dos espíritos, cumplicidade e companheirismo, união que completa o ser Humano.  

Espero que apreciem devidamente a leitura!