quarta-feira, 8 de março de 2017

ANTÓNIO BELO

ANTÓNIO BELO

Biografia

António Matos Lopes Belo, nasci em 31-12-1945, no Alentejo, em Chança, concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre.
Frequentei a escola primária na minha terra natal onde também fiz a preparação para o segundo ano dos liceus. Nos anos seguintes frequentei o liceu nacional de Portalegre até à obtenção do sétimo ano liceal no ano de 1964.
De Setembro de 1964 até Setembro de l967 fui funcionário das finanças nas repartições dos concelhos de Tondela e Viseu, e em Outubro de 1967 fui chamado para cumprir o serviço militar na escola de oficiais milicianos em Mafra.
Após cumprir o tempo de recruta fui transferido para Lamego para fazer o curso de Ranger- Operações Especiais que terminou em Março de 1968 tenho-me sido atribuída a patente de aspirante a oficial miliciano.
Em Abril de 1968 fui colocado no quartel de Beja para dar uma recruta que não cheguei a acabar porque entretanto fui mobilizado para ir para os Açores, para em Ponta Delgada fazer parte dos quadros de uma companhia que estava em formação para ir para a Guiné.
Posteriormente, com a companhia formada, regressei ao continente para o aquartelamento de Santa Margarida donde parti em Outubro de 1968 rumo à Guiné.
Durante a comissão na Guiné e num período de férias em Portugal contraí matrimónio em Abril de 1970.
Regressei a Portugal em Outubro de 1970 e fixei a minha residência na vila de Cadaval onde ainda hoje se mantêm, pois à data a minha esposa exercia as funções de professora nesta vila.
Após o regresso voltei a trabalhar nas finanças onde me mantive até Maio de 1973, data a partir da qual entrei para os quadros do então Banco Totta & Açores onde trabalhei no balcão de Cadaval durante 20 anos e mais sete no balcão de Peniche.
Estou reformado do banco desde Janeiro de 2000.

TEM DOIS LIVROS EDITADOS: - "FOI POR TI" E "OS MEUS OLHARES"




Os Meus Olhares

Prefácio

Poesia, apenas sei sentir e não comentar!..
Vou deixar essa tarefa para o leitor e para quem de direito, razão pela qual me senti constrangida quando o Toninho me pediu:
- “Faz o prefácio para o meu novo livro de poesia”.
Toninho?... dirão!...
Sim, Toninho, o poeta António Belo, o primo amigo de infância e conterrâneo da nossa Chança, a nossa terra natal, que ele deixou muito jovem, assim como eu, criando-se um interregno por cerca de quarenta anos, votando-nos ao silêncio em nossas vidas, cada um por seu caminho.
Mas a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros… E, não há distância, nem tempo que apague a matriz do nosso ser, as vivências partilhadas, os valores aprendidos, os laços de amizade e a própria hereditariedade que comungamos de nossos pais e avós.
Cá estamos, num reencontro, a celebrar o seu lindo jeito de versejar.
Poesia que toca o coração de gente que sente e vive a vida dos afetos com alma e coragem, esperança e alegria e, até com tristeza.
A sua poesia é um hino à vida, na qual, cada leitor consegue imaginar e projetar o seu próprio filme.
Numa linguagem muito do coração, ele contempla e presenteia cada momento e cada amigo com os seus poemas intrínsecos e a propósito, sensibilizando e encantando a quem os dedica, assim como a todos os leitores.
Nesta obra, fica o testemunho do que digo sem precisar de mais palavras, pois cada poema por si basta, desvalorizando tudo o que a minha falta de jeito possa dizer.
O Toninho é um poeta genial que sabe lidar com a palavra, burilando as emoções e sentimentos numa harmonia de encantar.
Assim, ele nos faz sorrir e sonhar e, sobretudo, pensar nas essências do Ser e Existir.
Bem hajas, Toninho!...
A prima amiga de sempre


Maria Cecília Rodrigues Sapeta

Ficha Técnica
  
Título: “Os Meus Olhares”
Autor: António Belo
Editora e compositora: Miká Penha
Capa pintora: Helena Caldeira Martins
1ª Edição: 2017
D.L.: 433935/17

ISBN: 978-989-691-685-5

 


FOI POR TI

Prefácio

Solicitou-me o meu amigo António Belo que escrevesse algumas palavras para incluir no seu primeiro livro de poemas, em memória da Ilda, sua falecida esposa e querida companheira de muitos anos e minha estimada amiga e colega de profissão.

Como escreveu Paul Celan, o poema quer ir ao encontro de um outro, de um interlocutor. Procura-o e oferece-se-lhe.

Grata me sinto por ser um desses interlocutores privilegiados, ao ser-me dada a oportunidade de participar numa obra tão significativa.

“Foi por ti” é uma viagem desassossegada pelas entranhas do passado, acalentando também um desejo de futuro, de eternidade, de reencontro e tecendo um novo mundo nesse espaço de liberdade que é sempre o poema.

Mas propicia também encontros com o agora, celebrando a natureza - o sol, os temporais, as árvores, a folhagem, as flores – na sua constante renovação, e invocando as grandes pequenas coisas do quotidiano.

Se há páginas em que a memória da dor e da desilusão se aninham de forma pungente, em muitas outras podemos mergulhar na esperança de futuro apaziguado, personificado na imagem bela e terna de Íris, a neta tão querida dos seus avós.

E se é verdade que, vivos ou mortos, todos somos pó de estrelas, acredito que, algures, no universo, um pouco desse pó brilhará mais, tocado pelo “tempero” e pelo “sabor” das ternas palavras que o vento tratará de lhe levar.

Concluo, felicitando o amigo Belo e deixando aqui o poema que dediquei à Ilda, pouco antes de a doença a ter roubado ao nosso convívio diário:

ILDA

Trazes no regaço
a madeira e o barro
com que fecundas os teus dias,
e cobres de tinta e de veludo
a aspereza da febre que te assalta.
Conquistas o frio da manhã
com a palavra quente
que vais semeando no caminho,
e apagas na passagem
uma ou outra lágrima nascente.
Deixas pairando no ar o dito fino,
e pisas a náusea, desenvolta,
rumo ao lugar onde os teus dedos
constroem sonhos e deslizam
pelos cabelos dos meninos.

                                        Isabel Pereira Rosa



Dedicatória


Este livro é dedicado à memória da minha falecida esposa ILDA BELO

                            Do tempo de amor que nos uniu
E nos foi dado viver com verdade
A memória de mim nunca fugiu

E guardo-a com respeito e saudade

Agradecimento

Agradeço ao meu filho Pedro Belo, à minha neta Iris, à Gui Geada, às minhas irmãs Maria Inês e Maria Narcisa pelo forte incentivo que me deram para a publicação deste livro.

Um agradecimento especial para a amiga Miká Penha, pintora e poetisa, que depois de eu ter assistido á sua exposição de pintura na Biblioteca Municipal do Cadaval, me convidou para publicar os poemas que eu já tinha escrito no Facebook na página Letras da Lagoa de Óbidos de que é distinta administradora, prontificando-se ao mesmo tempo para me ajudar em tudo o que dissesse respeito à publicação do livro.

Um agradecimento também a todos os amigos do facebook que já tiveram oportunidade de ler os poemas e que me incentivavam com os seus comentários ou com um simples “gosto”.

À amiga Isabel Pereira Rosa, distinta poetisa, um agradecimento profundo por ter aceitado o meu convite para, com a sua reconhecida sabedoria, participar na publicação do livro através de um belíssimo texto de sua autoria.

No texto que escreveu as palavras são utilizadas com força poética, porque esse é o seu habitual modo de escrever, e através delas deixa antever o que era o meu estado de alma na altura em que foram escritos muitos dos poemas.

Mas o que mais me sensibilizou foi a maneira carinhosa como expõe a sua memória em relação à minha falecida esposa e a menção ao bonito poema que gentilmente lhe dedicou.

Ficha Técnica

 D.L. :
ISBN:
Título: “Foi por Ti”
Autor: António Belo
Designer capa: Miká Penha
Técnico capa: Rui Vogado
Edição: 2015

terça-feira, 7 de março de 2017

LUDOVINA DIAS


LUDOVINA DIAS

BIOGRAFIA
  
Ludovina Dias nasceu numa aldeia da Beira Alta de nome Vila Nova de Ventosa no concelho de Vouzela em 24 de Julho de 1951, quinta filha de um casal de lavradores médios, cedo começou nas lides do campo e dos animais, mesmo antes da idade escolar.
Decorria o ano de 1957 /58 quando Ludovina aprendeu a ler, à lareira com seu pai Augusto Dias que nas longas noites de inverno se ocupava a ler em alta voz para os filhos e a esposa que se reuniam à volta da lareira.
Depois de fazer a escola primária sempre se interessou pela leitura mas com fracos recursos, era na biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian que fazia chegar até á sua vila Vouzela de 15 em 15 dias os livros que havia de ler e voltar a entregar para ter sempre meios de leitura.
Casada, mãe de uma filha avó de três netos, foi só depois de feita a sua vida profissional, que teve disponibilidade para começar a escrever e dar largas à imaginação.
Participa pela primeira vez numa antologia, do Grupo “Letras da Lagoa de Óbidos” VI  Antologia “Oh minha terra, onde eu nasci…” com dois poemas.
Camarate a minha terra de adoção, a minha terra onde eu nasci.

Tendo como filosofia de vida que (o horizonte é o limite) vai continuar sempre na busca de novos conhecimentos.




Agradecimentos:

Agradeço ao meu amigo fotógrafo
António Almeida de Viseu as fotos que me cedeu
para ilustrar este livro.

Agradeço aos meus netos Ana Paula Rosa Martins e Luís Miguel Rosa Martins todo o apoio e incentivo para que este livro fosse editado sem o seu apoio era-me impossível pôr este livro ao público.



Ludovina Dias


Nasceu numa aldeia da Beira Alta de nome Vila Nova de Ventosa no concelho de Vouzela, em 24 de Julho de 1951.

5ª filha de um casal de lavradores médios, cedo começou nas lides do campo e dos animais, mesmo antes da idade escolar.

Decorria o ano de 1957/58 quando Ludovina Dias aprendeu a ler, à lareira, com seu pai Augusto Dias, que nas noites longas de inverno se ocupava a ler em voz alta, para a esposa e os filhos, que se juntavam à volta da lareira.

Depois de fazer a escola primária, sempre se interessou pela leitura mas com fracos recursos era a biblioteca itinerantes da Fundação Gulbenkian que fazia chegar até à sua vila (Vouzela) de 15 em 15 dias os livros que havia de ler e entregar para ter sempre meios de leitura.

Casada, mãe de uma filha, avó de três netos.

Foi só depois de feita a sua vida profissional, que teve disponibilidade para escrever e dar largas á sua imaginação.

Participou pela primeira vez numa antologia “Oh! Minha terra, onde eu nasci…” VI antologia do grupo do facebook (LLO - Letras da Lagoa de Óbidos) com dois poemas.

Participou na colectânea de poetas Portugal - Brasil com dois poemas.

  
Tendo como filosofia de vida
(O HORIZONTE É O LIMITE)
vai continuar sempre na busca de novos conhecimentos.


NAZARÉ RIBEIRO


NAZARÉ RIBEIRO - NEZITA

BIOGRAFIA

Nazaré Ribeiro, de Nespereira - Cinfães - Viseu, emigrante em França.

Autora dos livros “O amor de minha vida” , "Aqueles que eu não esqueço", "O calvário das minhas dores",  "De novo eu renasci"
editados por MP Edições (Miká Penha).

Nasci de uma família pobre na linda aldeia de Nespereira Cinfães Do Douro, emigrante em França.
Sou uma poetisa romântica. Ao perder a minha querida mãe senti a maior tristeza que na vida se pode ter, triste por ela me deixar comecei a escrever poesia para espalhar o meu sofrimento de perder aqueles que tanto amamos. O nosso primeiro amor, a mãe que nos criou e os desgostos que passam pela nossa vida. Estes livros fazem parte da minha vida, poemas escritos com o sofrimento do meu amor que  mais amo. Participei em várias antologias




Nespereira, o berço que me criou

A sua bênção eu tive
(contra-capa)
Se um dia Deus me levar
Oh minha Nespereira querida
Eu quero que a minha campa
Seja por ti florida
Com as tuas lindas flores
Que os teus lindos montes têm
Com tua grande beleza
Só assim eu estarei bem
No meu coração te levo
No dia em que eu te deixar
Mas sei que mesmo no céu
Em ti eu irei pensar
Quem ama o seu cantinho
Nunca deixa de o amar
Leva no seu coração
Recordações do seu lar
Eu também te levarei
Porque sempre te amei
Terra que me deu o ser
Desde que eu um dia
A este mundo eu cheguei
Em boas palhas nasci
Para Deus me guiar
A sua bênção eu tive
Sem nunca me abandonar.

Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica
Título: Nespereira, o berço que me criou”
Autores: Nazaré Ribeiro
Capa: Miká Penha
Editora: MP Edições Miká Penha
Edição: 2019
D.L.: 459019/19
ISBN: 978-989-691-850-7



De novo eu renasci

“ Foi triste na minha vida ter a notícia que de repente tinha de combater com o cancro da mama, fiquei sem alegria, sem força e sem esperança de viver entreguei-me com a grande fé a Deus todos os dias pedindo para ele nunca me deixar sozinha, chorei muito nos momentos que me sentia sem coragem para isto tudo eu enfrentar, muitas vezes perguntava a Deus que mal eu tinha feito para tudo cair em mim.
 Mas pensei, tenho de seguir em frente, lutar e ser forte, nunca desanimar, entrei no meu triste caminho passando pelo IPO pouco tempo, tive de fazer a quimioterapia que me deixou perdida ao saber que ia perder o meu lindo cabelo que tanto adorava…”

Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica
Título: “De novo eu renasci”
Autor: Nazaré Ribeiro
Editora: MP Edições Miká Penha
Capa: Miká Penha
Edição: 2018
D.L.:

ISBN: 



O calvário das minhas dores

Prefácio
Foi perder o amor da minha vida
Casar por procuração sem conhecer o marido
Deixar a minha terra e emigrar para França
Deixar a minha família e todos os meus amigos
Ficar emigrante longe de tudo que tanto eu amei
Perder a minha avozinha a primeira pessoa que Deus me levou,
mais tarde o meu avó que tanto eu adorava.
Estar longe de Portugal era o meu grande calvário
Anos depois perdi a minha maior riqueza
a minha mãezinha que me levou metade da minha vida,
mas sem nunca a esquecer ela me deixou a força,
para eu poemas lhe escrever,
lhe provar o grande amor que eu lhe tinha.
Perdi dois sobrinhos na flor da sua idade,
a Sida os levou para sempre.
Sem acabar meu calvário, a morte bateu à porta,
e me levou a minha mana querida.
Não chegando a minha dor perdi o meu querido irmão,
que a dor não me deixou.
Depois o sofrimento do meu divórcio,
que marcou uma grande ferida na minha triste vida,
tanto sofri longe dos filhos sem nunca os esquecer.
A viver em Portugal outro desgosto sofri,
o meu pai tão querido, Deus o tirou deste mundo,
mas a mágoa sempre em mim ficou.
Mas o calvário mais forte, foi a morte de mais um mano,
que tão novo Deus o levou para o céu.
Não chegava a minha dor na minha tão triste vida,
que tive de ser operada aos olhos,
pouco depois mais tarde uma operação a anca,
que só Deus sabe o que eu sofri,
a seguir outra doença me apareceu,
e tive de enfrentar tudo com muita força e coragem,
sempre com Deus ao meu lado,
Consegui ser forte a pensar em quem tanto amo.
Neste livro pensei deixar escrito.
o calvário das minhas dores.
que só sabemos o que é sofrer quando se passa por elas, 
Deus sofreu e nós temos de sofrer, para nunca esquecer tudo,
o tudo que passamos na nossa vida.  
Mas a Deus eu agradeço por guiar sempre os meus passos,
e me dar o melhor caminho,
com a força do anjo que me enviou.
Que estas palavras sirvam de exemplo a muitas pessoas,
que lêem este meu livro Deus nos dá a sua grande luz,
e nos guia do seu grande paraíso.
Sempre me guiou e sempre me irá guiar e todos os meus, que do céu olham por mim.
Agradeço à minha santinha Nossa Senhora Da Libração,
por todos os milagres que me têm feito.

Nazaré Ribeiro


Aqueles que eu não esqueço

Prefácio 
Um pouco da minha vida

Foi nesta terra Nespereira, que passei a minha infância.
Foi nesta aldeia que tudo passei.
Vivi sempre com amor e carinhos dos meus avós maternos, porque os pais do meu pai nunca os conheci.
Desde pequenina tive sempre o que os meus pais me podiam dar.
Eles trabalhavam na terra para poderem viver mas criaram os seus filhos com boa educação, sem nada nunca faltar.
Com o tempo fui crescendo e uma moça fiquei.
Com amigos e amigas íamos passear e aos bailes que se faziam na eira no Verão com um gira-discos a tocar.
Foi aí que encontrei um amor.
Pouco tempo depois, este rapaz saiu da aldeia e o amor acabou.
Um dia, numa feira da minha aldeia, encontrei um rapaz que marcou o meu coração, mas pouco tempo depois tudo mudou entre nós.
Comecei a trabalhar na fábrica e o amor da minha vida apareceu.
Foi quem mais amei.
Deixei tudo por ele: fábrica, rancho folclórico e os passeios, porque ele era a minha perdição.
Um dia, o vento tudo levou e eu triste sem vontade de viver, mas com Deus ao meu lado.
Um rapaz que eu não conhecia apaixonou-se por mim apenas por cartas.
Oito meses de namoro, pensámos casar.
Com a ferida que tinha aceitei.
Casei sozinha com apenas a pessoa que representava o marido e os padrinhos.
Vestida de branco fui para a igreja e fiquei uma mulher casada.
Nesse dia, chorei muito pensando a grande asneira que fiz: casar com uma pessoa que nunca vi, mas um anjo me guiou.
Dois meses depois, emigrei deixando os meus pais a minha família, os meus grandes amigos e amigas e a terra que eu tanto amo.
Ausente dela, lutei para ser feliz e fui.
O homem com quem eu casei deu-me tudo o que sempre quis.
Nasceram deste casamento três filhos, um rapaz e duas raparigas, que criei com muito amor.
Hoje sofro por estar longe deles.
A minha separação e o divórcio a que o destino me obrigou. Sozinha, sofri e chorei.
Tinha dias que só queria desaparecer, mas um anjo me enviou 40 anos depois, o amor que eu tanto amei.
Ficámos juntos e consegui esquecer o meu triste passado.
Sei que Deus guia os meus passos, sei que tenho sempre um anjo comigo até um dia partir.

Escrevi este livro para não esquecer os que passaram por mim.
                                                                                                                                     Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica

DL: 433583/17
ISBN: 978-989-691-680-0
Título: “Aqueles que eu não esqueço”
Autor: Nazaré Ribeiro
Fotos: Nazaré Ribeiro
Editora e compositora: Miká Penha
Imagem capa: Google 



O AMOR DA MINHA VIDA


Este livro faz parte da minha vida,
poemas escritos com o sofrimento do amor que eu mais amo.
Por este amor que sempre amei,
pensei realizar o meu sonho
deixar esta grande paixão num romance de amoR
na minha poesia esta pessoa foi enviada por Deus para me guiar
para me dar força e coragem nos momentos mais tristes da minha vida.
Quando me divorciei, sofri e jurei que um dia ia realizar este meu sonho que tanto esperei.


Agradeço a Deus por estar sempre comigo.

Ficha Técnica

D.L. :
ISBN:
Título: “O Amor da minha vida”
Edição: MP Edições (Miká Penha)
Capa: Miká Penha
Imagens: Google

Edição: 2016

ALBERTO CUDDEL


ALBERTO CUDDEL

BIOGRAFIA
  
Alberto Cuddel pseudónimo de António Alberto Teixeira de Sousa nascido a 14 de Janeiro de 1973, no concelho de Baião, na margem norte do rio Douro, cedo rumou ao litoral no concelho de Vila do Conde, estudou até ao 12º Ano. 

Casou em 1995 tem do ir residir para o concelho da Maia, local onde permaneceu até 2008. 
Rumou à área metropolitana de Lisboa, onde actualmente reside no concelho de Vila Franca de Xira.

Começou a escrever poesia em 1993 sem nunca ter editado qualquer obra, já participou em algumas antologias, escreve essencialmente sobre o amor, as desilusões da vida, o quotidiano do sofrimento humano. Tem na sua cara metade a fonte da inspiração. 

Cada momento da vida é um poema, com toda a carga emocional que isso acarreta, mas não sabe viver de outra forma.

Participei nas Antologias: 
Os Poetas d’Hoje volume II, O Som dos Poetas, A Lagoa e a Poesia, Palavras de Veludo, Quando o amor é cego
Poetas d'hoje contra a pobreza, Lugares e palavras de natal – Volume IV., Retrato de mim, De mim para Ti                          Entre outras…

http://www.facebook.com/AlbertoCuddel


PREFÁCIO


Dizem que os prefácios são absolutamente irrelevantes à excelência do que se lerá de seguida.
Talvez porque podem perturbar a graciosidade da leitura.
Por isso, nem aqui me atreverei a preocupar-me com tamanhas elevações de espírito que contrariassem tal ideia.
Muito menos ao emprego de metáforas poéticas.
É que os poemas que o leitor terá oportunidade de ler neste livro, foram escritos com uma luminosidade e transparência tais que, o que quer se escreva antes, lhe retira, de algum modo, a alegria e o prazer de uma óptima leitura.
Apenas o faço para expressar a graciosidade das palavras que em seguida terá oportunidade de confirmar, do polimento com que o poeta suavizou os seus versos.
E, através destes, gritar a sua alma com a mais límpida nitidez.
A mesma que nos faz suportar que há algo de divino quando a alma do poeta é grande.
Seria lastimável que, enquanto amigo do poeta e conhecedor da sua obra, perdesse a oportunidade de afirmar o quanto ele consegue facilmente trazer à luz do dia o que é há de mais luminoso e divino na poesia: a esperança de um mundo melhor, de onde jamais nos percamos.
Com uma poesia que relata o corpo e a alma, o espírito que diviniza a vida e que, como que por magia, liga os mais elementares valores morais ao amor eterno, os poemas que teremos oportunidade de ler ao longo desta obra, para além de uma leitura apaixonada, deixa-nos a meditar sobre a vida. Como tal, apenas revelarei antecipadamente que é um desfile de poemas ardentes de sonhos e versos de um encantamento ímpar, que nos remete para uma imaginação sem paralelo.
Veneremos, então, com tamanha riqueza e vigor de sentimentos, este belo livro poético, certo de que você, caro(a) leitor(a), encontrará nas palavras do poeta a beleza das outras cores, para além do dourado da felicidade.

João Paulo Bernardino

Escritor


Nota de autor

Alberto Cuddel

Neste livro está retractado parte do meu percurso poético, estão aqui inscritos poemas entre 1994 e a actualidade, poderá o leitor depreender pelas ilustrações que o conteúdo do livro foca essencialmente a sensualidade poética, que também aqui se encontra muito levemente, o significado desses nus artísticos, não se perde apenas no aspecto gráfico em si mas ao acto de se apresentar despido de artifícios numa quase, transparência da alma. 
A natureza habita o universo, despida entregue ao nosso olhar, assim como a inspiração no eu poético. Ilustrações que derrubam os preconceitos e elevam a reflexão, a alma nua, fruto do universo como no acto da criação em estado puro. 
O significado das figuras de casal, prendem-se com a nossa forma de estar na vida, inclusive nas redes sociais, amados por uns e criticados por outros, totalmente transparentes um com o outro, sem individualidades de sonhos ou segredos. 
Um pormenor interessante que reparei aquando da proposta de inclusão das ilustrações é o seguinte, enquanto nas figuras exclusivamente femininas existem apontamentos externos, com adornos, objectos, fundos, peças de roupa, indicando que apesar de me apresentar com a alma despida sou influenciado pelo mundo que me rodeia, pelo sentir de quem se cruza comigo, fruto da solidão humana. 
Nas figuras de casal isso não existe, existem apenas eles, sem roupas, adornos ou objectos, apenas focados um no outro, apenas ligados pelo Amor. 
Entrega dos espíritos, cumplicidade e companheirismo, união que completa o ser Humano.  

Espero que apreciem devidamente a leitura!


PEDRO CALDEIRA SANTOS


PEDRO CALDEIRA SANTOS






 
BIOGRAFIA
Pedro Caldeira Santos, nasceu em Lisboa em 19 de Maio de 1961; vive em São Domingos de Rana, Concelho de Cascais. Pai de uma filha é licenciado em Economia pelo ISE da Universidade Técnica de Lisboa; exerce a sua actividade profissional como funcionário público.
Recentemente, editou “Erupções”, o seu primeiro livro de poesia, editado pela MP Edições-Miká Penha.
Trabalhos Coletivos:
III Antologia do grupo LLO – “A Lagoa, o Mar e Eu”;
IV Antologia do grupo LLO – “Retrato de Mim”
Antologia “Perdidamente- 1.ª Antologia Poética de Poetas Lusófonos Contemporâneos Vol. I”, do grupo “Múltiplas Histórias”.

V Antologia do grupo LLO – “De Mim Para Ti ”









                                                      À Fernanda
e à minha filha Carlota

Prefácio
Lava”, segundo livro do autor, surge na sequência de “Erupções”.

 O livro ERUPÇÕES, com a tinta da escrita na página branca, as letras, as palavras, os versos, corporiza poemas numa sucessão de explosões eufóricas e disfóricas sobre o amor, o sofrimento, a vida, a natureza, tudo numa paleta multicolor na busca incessante do “eu” num mundo sonhado.
Explosões de gritos sufocados e desejos no masculino que se lançam numa torrente incontida de “sentires” profundamente sentidos.
“ Que violência, que vísceras
Terão ainda mais ficado por expelir
Em erupções intimas
Das frias entregas que te arrefecem” (Erupções)
Vitalidade da poesia da simplicidade, da espontaneidade, que surge fluida como um rio
“ Sais de rompante
Como um raio que rasga a noite
(Poema)
na demanda incessante de uma foz que não consegue alcançar.
“ O meu porto de abrigo
Onde sempre imaginei chegar”
A própria vida dança nos seus poemas, indiferente aos lamentos
“Há apenas a alma vazia,
Um corpo dormente,
Um nó na garganta e a agonia
Do teu corpo ausente.” (Alma Vazia)
A sua escrita consubstancia a suma potência do despojamento poético e as palavras nuas dão voz à raiva surda, ao amor e ao pulsar da vida.
Escrevo apenas com raiva o que me vai na alma
Quando ferida, ela se esvai entre os meus dedos;” (Infâmias)
Lirismo que subverte as regras e encontra fórmulas transfiguradas
Saciando-se despida nas múltiplas cores que esborratam a tela
Pintada pensativa
Na arte da vida mergulhada (Tela)
Fala de tudo o que existe e inventa para dizer o que está por vir.
Escrita da verdade, que se eleva à sua própria substância na vertigem do “non sense” da condição humana.
“O tempo esgota-se
Passa sem retorno
E a vida vivida, estática, parada, adormecida
É irremediavelmente desperdiçada no tempo.”
(Desperdiçando o tempo)

Escrita de amor incondicional
“ A coragem de amar
Sem medo
Sem receio da incerteza
Apenas com a certeza do amor”
Escrita de urgência, da catarse como forma de se libertar das cálidas agonias do inatingível e das batalhas inglórias que trava,
Ainda assim
Fica a escrita para que te possa alimentar
Para que sorvas letras como se fossem beijos
E devores frases como abraços adiados (Desespero da Espera)
Projeta-se noutros quadros, dispersa-se em universos ermos, perde-se, muitas vezes, encontra-se e volta, irremediavelmente, a perder-se…
“Felizmente que sempre existe uma nova madrugada.”
Cada poema é escrito com a energia da exasperação, mas com um pungente credo de esperança ao qual se agarra, porque se sente vivo. Afirmação da existência física pela escrita que dramatiza e ao mesmo tempo simplifica conotando-se com mitos e símbolos.
“Golfadas explosivas de ideias
Pérfidas, perversas, pornográficas
Ingénuas ou divertidas
Puras, impróprias, criativas
Irreverentes, impuras
Monótonas, despropositadas no tempo
(Ideias)

 Desperta a tensão premente de ser que se obstina na perpétua queda, na metamorfose de um novo e resiliente recomeçar.
Pelo atar ou desatar dos nós da vida
Continuando a viver
Num permanente recomeçar…”
Assim como Orpheu, desce às profundezas do impossível e emerge, com a coragem personificada, como um eterno amante que comove no seu desassossego.
Este livro é o pulsar da vida, escrito na primeira pessoa.
Sentimos a sua escrita como a entrega mais inteira que resgata a sua alma a cada ERUPÇÃO poética.
Ficámos à espera de novas erupções ….
E assim nasceu “Lava”…..

                                                                                                                                  Ana Lopes Conde


À 
Minha filha Carlota
Aos meus pais
E para ti, Leonor, que me inspiras


O presente livro, sendo o primeiro, consubstancia um desafio que nunca me propus abraçar. Sempre entendi que tudo o que escrevia era “meu”, muito “meu” e não o deveria partilhar. Assim não o entendiam alguns dos poucos, muito poucos amigos, que sabiam da existência destes registos que mantinha arquivado num espaço muito próprio.
Não posso, por isso, deixar de lhes agradecer, aqui, o incentivo de me encorajarem nesta aventura intimista em que este conjunto de desabafos soltos se tornaram – uma colecção de sonhos transformada numa “Erupção” de sentires, que me atrevo a divulgar e a deixar para quem tenha o atrevimento e coragem de me ler.
Assim, não posso deixar de agradecer à Anabela Ferreira, a primeira a conhecer os meus registos e que para além de me incentivar a escrever, sempre afirmou, de forma muito assertiva, de que um dia haveria de “ler” um livro meu.
À Alice Teixeira, uma grande poetiza do Norte, ainda pouco conhecida do grande público mas de cujos poemas muito gosto, o me ter incentivado a participar e publicar, pela primeira vez, numa Antologia – no caso a III do grupo “LLO”.
À minha cunhada Ana e à Ana Cabaço, as primeiras a conhecer este livro, a primeira pelas críticas e por me ter ajudado na sua revisão e à segunda pela opinião sincera sobre o mesmo.
À Fernanda Alves por me ter apoiado na escolha dos poemas a incluir no “Erupções”.
À Helena M. Furtado, Helena Carrilho, Isabel L. Santos, Dóris Cunha, Carla Marina, Ana Cristina, à Graça, ao António Vasconcelos Saldanha e ao Joaquim Cardoso, pelos incentivos e críticas que me foram fazendo ao longo do tempo em que foram lendo e tomando conhecimento do que vou escrevendo.
Finalmente a todo o grupo do “LLO - Letras da Lagoa de Óbidos”, em especial à Miká, ao João Ramalho e ao João Bernardino, que me acompanharam nas duas primeiras Antologias em que participei, pelo fabuloso apoio e carinho com que me receberam neste grupo.
Um agradecimento em particular à Miká Penha, não só pela amabilidade de ter aceite o convite de ser a autora da capa deste livro, mas também por se dever a ela o apoio e edição desta realidade que é o livro “ERUPÇÕES”.
Um muito obrigado ainda aos meus pais e à minha filha Carlota, pela cumplicidade permanente que temos mantido.
E um beijo para ti, Leonor, a quem devo muito do que aqui está escrito.

Um muito obrigado a todos