segunda-feira, 3 de julho de 2017

VÍTOR COSTEIRA


BIOGRAFIA



Data de nascimento: 28 de Março de 1956


País: Portugal - Cidade: Lisboa - Residência: Alhandra

Casado com dois filhos, escrevo desde a minha adolescência, poesia e prosa poética, contos, pensamentos e crónicas.

O estilo literário tem variado, na medida em que a idade e a vida me têm alterado também.

Tive diversas funções e profissões, ao longo deste tempo: marceneiro, litógrafo, profissional de um salão de chá, marinheiro, membro das forças especiais da Marinha – Fuzileiros Navais – desde há cerca de 30 anos educador e, agora, apesar de reformado, apoio alunos em campos como a matemática e a Língua Portuguesa.

Publiquei o meu primeiro livro em Setembro de 2015, "Sou teu", um livro de poesia. Concorri e obtive o primeiro lugar num concurso a nível nacional, sob o tema "Uma semente diferente", dedicado a pessoas com deficiência mental e apoiado pela APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental. Deste prémio resultou a publicação do livro “Asas de Colibri”. Na continuação da publicação de livros, saiu outro livro de Poesia, “Poemas de (A)Mar”. Todos eles são motivo de muito honra e motivadores para novos caminhos.

Participei numa Coletânea poética, publicada dia 04 de Fevereiro de 2017, "Deixa-me ser Poesia", publicada pela Pastelaria Studios. Numa outra já publicada por Autor Publica Livro Aberto em 07 de Maio de 2017, Livro Aberto. Ainda uma outra Colectânea, Amantes da Poesia II da Modocromia Editora publicada em 27 de Maio de 2017 e na qual participei, para além da poética, com a elaboração do prefácio.

Participei no Festival 6 Continentes, evento internacional, Pinhal Novo, e coopero num programa de rádio, Amantes da Poesia, numa estação nacional Rádio PopularFM, em 90.9MHz, ajudando a promover e divulgar a poesia lusófona.

Fui convidado de honra de uma sessão de poesia semanal no espaço “Inda a noite é uma criança!”, em Lisboa.

Sou co-administrador de um grupo de poesia no Facebook, Amantes da Poesia, onde também assino uma rubrica diária: “A poesia e os Poetas”, divulgando um poeta e a sua obra.

Sou Homem, Pai, Esposo, Cidadão atento e ativo, Amigo do meu Amigo... enfim, sou um ser comum.


Poemas de (A)Mar



Prefácio:

Vítor Manuel do Nascimento Costeira, foi marinheiro, por opção, durante grande parte da sua vida.

O elemento água, ligado à solidão e à percepção do infinito desenhado pelo horizonte da linha do mar, criou laços cheirando a saudade e a amor.

Folhear esta obra, leva o leitor por vivências interiores e exteriores, transportando-o por “mares nunca dantes navegados” ou, por outro lado, por águas e sentires bem conhecidos.

Neste percurso poético de Vítor Costeira, ressalta a ligação ao mar “Bom-dia, poeta!”,

                        … e ele é sal, barco e marés…

o gostar da vida, o amar os simples gestos “… E se…”.

                        … E se…
                        tu segurares a minha mão
                        e… murmurares baixinho
                        – sabes?... eu gosto de ti!...

A água, componente essencial de vida, é o fluxo com que o autor nos leva às profundezas e nos rega a imaginação “O teu olhar podia ser mar”.

Se o teu olhar fosse mar
eu sairia porto fora,
sem destino nem lugar,
em busca de uma aurora
que me deixasse em ti morar...

                                                                                                                                      Fátima Costeira





domingo, 23 de abril de 2017

LUÍS CARVALHO


LUÍS CARVALHO

Biografia

Luís Miguel Bailão Gomes Carvalho nasceu em Lisboa, em 1998, tendo sempre vivido em Alenquer. Frequentou o ensino básico na Escola Pêro de Alenquer até 2012, ano em que ingressou na Escola Profissional Agrícola Fernando Barros Leal, onde concluiu o curso de Sapador Florestal, tendo posteriormente completado a sua formação com o curso de Técnico de Produção Agrária, que concluiu em 2016.
Foi, ainda, no âmbito estudantil que usufruiu da bolsa da União Europeia do Programa Erasmus+ (através do Projecto MOINHOS, da Câmara Municipal de Torres Vedras), ao abrigo da qual desenvolveu experiência de estágio na área agrícola, no Chipre, durante três meses.
Em 2011 ingressou na Classe de Trompa de Harmonia, com o maestro Vasco da Cruz Flamino, na Escola de Música da Sociedade União Musical Alenquerense (SUMA), onde tem desenvolvido actividade musical até ao presente.
É também neste âmbito que publica, em 2016, o artigo “Eu e a SUMA”, no jornal local Nova Verdade. Será, ainda, na SUMA, que tomará contacto com questões de âmbito associativo, integrando os corpos sociais da mesma, desde 2016.
Motivado desde muito novo para o exercício da escrita poética, foi em 2015 que decidiu tomar parte no 3.º Concurso lançado pelo grupo local de promoção da escrita Alencriativos, ganhando o primeiro prémio, na Categoria Juventude. Mantendo a ligação a este grupo, continua a participar presentemente nos diversos desafios lançados pelo mesmo.
Apesar de a sua formação académica não estar associada ao campo literário, o gosto pela escrita, nomeadamente pela poesia, levou-o à criação do conjunto de poemas que agora colige na presente obra.             
                                                                                       
                                                                                                                  Alexandra Barros Ventura






Prefácio

“Poesia é um exercício de humildade, do cotidiano e da valorização das coisas “pequenas”, que são as que contam.”- Disse Leminski e estou completamente de acordo, ao entrar na poética intensa, sensível, romântica, social e real deste livro, fui levada involuntariamente  a lembrar-me desta citação, um jovem poeta que me leva a pensar num Senhor da literatura, não há muito mais a dizer… um promissor futuro é visualizado nos meus sentidos.
Ler um poema é ouvir uma voz interna, é viver o cenário como uma realidade, esta é a magia da poesia e feliz o poeta que consegue cativar assim o leitor. Neste livro Luís Carvalho em poucos poemas conseguiu isso comigo, leitora. Se não conhecesse o jovem poeta ficaria sua fã com este livro “Visões Poéticas” nunca imaginaria a idade deste poeta, os seus poemas, demostram uma maturidade pouco vulgar na juventude, sinal de que o dom poético vive nele, tem raiz e flor para se expandir no mundo e na literatura.
Difícil é escrever em síntese a profundidade com que mergulhei ao ler e reler os poemas destas “Visões Poéticas” o nome que é perfeito para o conjunto de poemas escolhidos pelo autor. Sem querer intelectualizar as minhas palavras vou explanar as anotações que fui fazendo ao longo da privilegiada leitura desta obra, na esperança de cativar para a sua leitura, se bem que seria desnecessário pela grandeza que cada um vai encontrar para lá do que possa ler no prefácio.
Abrir um livro com impacto é fundamental e Luís Carvalho faz isso com mestria neste primeiro verso do primeiro poema do livro “Parei por uns segundos para olhar o céu”. No poema “Incompleto” o seu desejo de construção num verso muito criativo “Sinto-me como um grande prédio inacabado” e na quarta quadra e sua essência de poeta brota nos melhores adjetivos de tudo o que se sente. “Viagem” o sonho e o medo conscientes abraçam o perecível mundo que habitamos.
O cotidiano que o poeta Luís Carvalho vive tão intensamente “Palavras Soltas”Dar muito sem esperar receber,” tão sem egoísmo, tão humano e sempre positivo” Porque nunca é demais olhar em frente.” e no final do poema versos de questionamento das rotinas, numa visão ampla de tudo sem vazios.
Luís Carvalho não esquece em vários poemas a crítica social, tão importante na temática poética, não fosse a poesia um meio de levar à reflexão: O poema “Deambulações”Por entre aristocratas e grandes mentes envaidecidas,” não obstante a crítica também nos alerta em mais um final dourado “Cabe-nos a nós, fazer o nosso melhor.”.
Fazer poesia é ter poesia no sangue e na alma, “O Ser” um retrato da humanidade no Ser forte que habita cada um de nós e o devemos exercitar, sendo cada Ser também a fragilidade das emoções, Ser é a individualidade em identidade genuína:
“E é por isso que o vento que se transforma constantemente,”
É vento e não é Ser pois ora vem de Sul, ora vem de Norte.”, dois versos deste poema numa metáfora muito criativa e cheia de identidade poética muito madura deste poeta.
Um poeta que é um guardador de sentimento que os sabe extravasar para o nosso pasto em mil imagens marcantes no poema “Pastor de Poemas” .
Esta inspiração construtiva virá das suas raízes? Da sua terra natal que nos entrega no poema “A minha Terra”, a sua terra que neste poema na voz de um povo envelhecido e protestante, Luís Carvalho inquieta-se pela crítica que é feita numa comodidade desconcertante, criticar e nada mudar…
Um cântico à poesia, à liberdade tão fundamental para a vida e para a arte cultural, um poema de elevada referência do poeta autor destas “Visões Poéticas” o poema “Liberdade Poética”. Poeta que anseia pintar focado no dom de “Querer” para levar os seus leitores a valorizar as pequenas coisas onde se cresce “Quero fazer com que pintes um quadro também.”
A vida é feita de encanto e de lágrimas; lágrimas de lembranças que acontecem em simultâneo com a festividade, no poema “Lágrima” e quem não tem destas lágrimas guardadas no peito?
E quando a noite inspira, o poeta despido olha o espelho e o leitor fica exposto “num rasgo de luz” no poema “A noite que falece” o escuro no contraste dos luares da existência.
Um poema tem fundamento quando trespassa a linha do eu, quando eleva as sensações e grita para despertar a fome do corpo e da alma, um grito subtil ao desgoverno que vivemos nos nossos dias, no nosso tempo intemporal “No país do faz de conta” um poema forte com um verso final arrebatador “É a febre dos graúdos, a incurável febre do milhão.”
Visões Poéticas são tambémIdeologias vagas” que de vagas têm muito pouco, reconhecer o perecível da vida e a importância dos sonhos. Um poema de marca social muito ténue; estruturada e fundamentada. A contra-mão da vida num país de “cordeirinhos” onde o poeta Luís de Carvalho não os quer seguir e alerta-nos para o rumo de outros caminhos, outros sentidos. 
Estas visões do autor do livro que nos envolvem e nos fazem sentir dentro dos poemas poderia dar ao poeta a sensação de poder e não acontece isso, ele tem a perfeita noção da sua condição de humildade e de construção a cada novo verso, a cada novo dia!
Que poeta não é um ser romântico? “Nós Dois” o suave romancismo, um quadro poético pintado das ingénuas e melhores emoções, como são as emoções de amor. Um poema onde os últimos quatro versos são uma chave de ouro.

“Ah, os teus braços são o meu porto de abrigo.
Minha estrela cintilante, minha lua, meu sol.
Eu era como um barco que pelo mundo navegava perdido.
Até te encontrar e fazer da luz dos teus olhos o meu farol.”

O poeta romântico nunca o seria sem a desilusão e o desamor; no poema “Tudo o vento levou” reconhece-se esse sentimento vivido na alma a atravessar toda a emoção.
Maturidade, não, não me cansarei de dizer, a maturidade está na poética destas visões, maturidade ganha-a no silêncio e em sussurros. Sabe que é diferente dos demais com um olhar apurado com conhecimento e fé:
“E fosse a minha cabeça só mais um cérebro, e seria tão melhor o amanhã,
Surgem contudo questões de tal complexidade que não têm resposta, inquietante.” Versos do poema “Mais ou menos isto…”
Solidão palavra tão vivida pelos poetas, tanta solidão numa multiplicidade de burburinhos inquietantes que este autor nos segreda em mais um despertar social intenso no poema “Mais vale ser solitário”. Cabe tudo no coração deste poeta que arrebata o leitor e o “atira ao chão” a cada poema, obriga o leitor a viajar pela reflexão dele, criando as suas próprias, consegue isso em cenário de metáforas muito bem imaginadas e realizadas.
Encerra o livro com o poema “Vila Presépio” a sua vila o seu coração vivo, terra que não precisa de estar ou estar nela para a sentir…que final poderia ser melhor que a raiz a cheirar à terra fresca? Nenhum outro, é este o final que não termina porque ao ler este livro não ficará por uma só leitura, é um livro para ler e reler ao longo da nossa vida e encontraremos sempre novas imagens.
Parabéns! Sei que daqui a um tempo, não sei quanto tempo, mas sei que será num tempo, eu vou poder dizer que o poeta Luís Carvalho me deu a honra de escrever o seu primeiro prefácio e direi: - Eu conheço este Poeta com muito orgulho!
                                                                                                                   Ana Coelho (Escritora)  



Ficha Técnica

D.L. :
ISBN:
Título: “Visões Poéticas”
Autor: Luís Carvalho
Foto Capa: Luís Carvalho
Editora: MP Edições
Compositora: Miká Penha
Capa: Miká Penha
Edição: 2017 

quarta-feira, 8 de março de 2017

ANTÓNIO BELO

ANTÓNIO BELO

Biografia

António Matos Lopes Belo, nasci em 31-12-1945, no Alentejo, em Chança, concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre.
Frequentei a escola primária na minha terra natal onde também fiz a preparação para o segundo ano dos liceus. Nos anos seguintes frequentei o liceu nacional de Portalegre até à obtenção do sétimo ano liceal no ano de 1964.
De Setembro de 1964 até Setembro de l967 fui funcionário das finanças nas repartições dos concelhos de Tondela e Viseu, e em Outubro de 1967 fui chamado para cumprir o serviço militar na escola de oficiais milicianos em Mafra.
Após cumprir o tempo de recruta fui transferido para Lamego para fazer o curso de Ranger- Operações Especiais que terminou em Março de 1968 tenho-me sido atribuída a patente de aspirante a oficial miliciano.
Em Abril de 1968 fui colocado no quartel de Beja para dar uma recruta que não cheguei a acabar porque entretanto fui mobilizado para ir para os Açores, para em Ponta Delgada fazer parte dos quadros de uma companhia que estava em formação para ir para a Guiné.
Posteriormente, com a companhia formada, regressei ao continente para o aquartelamento de Santa Margarida donde parti em Outubro de 1968 rumo à Guiné.
Durante a comissão na Guiné e num período de férias em Portugal contraí matrimónio em Abril de 1970.
Regressei a Portugal em Outubro de 1970 e fixei a minha residência na vila de Cadaval onde ainda hoje se mantêm, pois à data a minha esposa exercia as funções de professora nesta vila.
Após o regresso voltei a trabalhar nas finanças onde me mantive até Maio de 1973, data a partir da qual entrei para os quadros do então Banco Totta & Açores onde trabalhei no balcão de Cadaval durante 20 anos e mais sete no balcão de Peniche.
Estou reformado do banco desde Janeiro de 2000.

TEM DOIS LIVROS EDITADOS: - "FOI POR TI" E "OS MEUS OLHARES"




Os Meus Olhares

Prefácio

Poesia, apenas sei sentir e não comentar!..
Vou deixar essa tarefa para o leitor e para quem de direito, razão pela qual me senti constrangida quando o Toninho me pediu:
- “Faz o prefácio para o meu novo livro de poesia”.
Toninho?... dirão!...
Sim, Toninho, o poeta António Belo, o primo amigo de infância e conterrâneo da nossa Chança, a nossa terra natal, que ele deixou muito jovem, assim como eu, criando-se um interregno por cerca de quarenta anos, votando-nos ao silêncio em nossas vidas, cada um por seu caminho.
Mas a vida é feita de encontros, desencontros e reencontros… E, não há distância, nem tempo que apague a matriz do nosso ser, as vivências partilhadas, os valores aprendidos, os laços de amizade e a própria hereditariedade que comungamos de nossos pais e avós.
Cá estamos, num reencontro, a celebrar o seu lindo jeito de versejar.
Poesia que toca o coração de gente que sente e vive a vida dos afetos com alma e coragem, esperança e alegria e, até com tristeza.
A sua poesia é um hino à vida, na qual, cada leitor consegue imaginar e projetar o seu próprio filme.
Numa linguagem muito do coração, ele contempla e presenteia cada momento e cada amigo com os seus poemas intrínsecos e a propósito, sensibilizando e encantando a quem os dedica, assim como a todos os leitores.
Nesta obra, fica o testemunho do que digo sem precisar de mais palavras, pois cada poema por si basta, desvalorizando tudo o que a minha falta de jeito possa dizer.
O Toninho é um poeta genial que sabe lidar com a palavra, burilando as emoções e sentimentos numa harmonia de encantar.
Assim, ele nos faz sorrir e sonhar e, sobretudo, pensar nas essências do Ser e Existir.
Bem hajas, Toninho!...
A prima amiga de sempre


Maria Cecília Rodrigues Sapeta

Ficha Técnica
  
Título: “Os Meus Olhares”
Autor: António Belo
Editora e compositora: Miká Penha
Capa pintora: Helena Caldeira Martins
1ª Edição: 2017
D.L.: 433935/17

ISBN: 978-989-691-685-5

 


FOI POR TI

Prefácio

Solicitou-me o meu amigo António Belo que escrevesse algumas palavras para incluir no seu primeiro livro de poemas, em memória da Ilda, sua falecida esposa e querida companheira de muitos anos e minha estimada amiga e colega de profissão.

Como escreveu Paul Celan, o poema quer ir ao encontro de um outro, de um interlocutor. Procura-o e oferece-se-lhe.

Grata me sinto por ser um desses interlocutores privilegiados, ao ser-me dada a oportunidade de participar numa obra tão significativa.

“Foi por ti” é uma viagem desassossegada pelas entranhas do passado, acalentando também um desejo de futuro, de eternidade, de reencontro e tecendo um novo mundo nesse espaço de liberdade que é sempre o poema.

Mas propicia também encontros com o agora, celebrando a natureza - o sol, os temporais, as árvores, a folhagem, as flores – na sua constante renovação, e invocando as grandes pequenas coisas do quotidiano.

Se há páginas em que a memória da dor e da desilusão se aninham de forma pungente, em muitas outras podemos mergulhar na esperança de futuro apaziguado, personificado na imagem bela e terna de Íris, a neta tão querida dos seus avós.

E se é verdade que, vivos ou mortos, todos somos pó de estrelas, acredito que, algures, no universo, um pouco desse pó brilhará mais, tocado pelo “tempero” e pelo “sabor” das ternas palavras que o vento tratará de lhe levar.

Concluo, felicitando o amigo Belo e deixando aqui o poema que dediquei à Ilda, pouco antes de a doença a ter roubado ao nosso convívio diário:

ILDA

Trazes no regaço
a madeira e o barro
com que fecundas os teus dias,
e cobres de tinta e de veludo
a aspereza da febre que te assalta.
Conquistas o frio da manhã
com a palavra quente
que vais semeando no caminho,
e apagas na passagem
uma ou outra lágrima nascente.
Deixas pairando no ar o dito fino,
e pisas a náusea, desenvolta,
rumo ao lugar onde os teus dedos
constroem sonhos e deslizam
pelos cabelos dos meninos.

                                        Isabel Pereira Rosa



Dedicatória


Este livro é dedicado à memória da minha falecida esposa ILDA BELO

                            Do tempo de amor que nos uniu
E nos foi dado viver com verdade
A memória de mim nunca fugiu

E guardo-a com respeito e saudade

Agradecimento

Agradeço ao meu filho Pedro Belo, à minha neta Iris, à Gui Geada, às minhas irmãs Maria Inês e Maria Narcisa pelo forte incentivo que me deram para a publicação deste livro.

Um agradecimento especial para a amiga Miká Penha, pintora e poetisa, que depois de eu ter assistido á sua exposição de pintura na Biblioteca Municipal do Cadaval, me convidou para publicar os poemas que eu já tinha escrito no Facebook na página Letras da Lagoa de Óbidos de que é distinta administradora, prontificando-se ao mesmo tempo para me ajudar em tudo o que dissesse respeito à publicação do livro.

Um agradecimento também a todos os amigos do facebook que já tiveram oportunidade de ler os poemas e que me incentivavam com os seus comentários ou com um simples “gosto”.

À amiga Isabel Pereira Rosa, distinta poetisa, um agradecimento profundo por ter aceitado o meu convite para, com a sua reconhecida sabedoria, participar na publicação do livro através de um belíssimo texto de sua autoria.

No texto que escreveu as palavras são utilizadas com força poética, porque esse é o seu habitual modo de escrever, e através delas deixa antever o que era o meu estado de alma na altura em que foram escritos muitos dos poemas.

Mas o que mais me sensibilizou foi a maneira carinhosa como expõe a sua memória em relação à minha falecida esposa e a menção ao bonito poema que gentilmente lhe dedicou.

Ficha Técnica

 D.L. :
ISBN:
Título: “Foi por Ti”
Autor: António Belo
Designer capa: Miká Penha
Técnico capa: Rui Vogado
Edição: 2015

terça-feira, 7 de março de 2017

LUDOVINA DIAS


LUDOVINA DIAS

BIOGRAFIA
  
Ludovina Dias nasceu numa aldeia da Beira Alta de nome Vila Nova de Ventosa no concelho de Vouzela em 24 de Julho de 1951, quinta filha de um casal de lavradores médios, cedo começou nas lides do campo e dos animais, mesmo antes da idade escolar.
Decorria o ano de 1957 /58 quando Ludovina aprendeu a ler, à lareira com seu pai Augusto Dias que nas longas noites de inverno se ocupava a ler em alta voz para os filhos e a esposa que se reuniam à volta da lareira.
Depois de fazer a escola primária sempre se interessou pela leitura mas com fracos recursos, era na biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian que fazia chegar até á sua vila Vouzela de 15 em 15 dias os livros que havia de ler e voltar a entregar para ter sempre meios de leitura.
Casada, mãe de uma filha avó de três netos, foi só depois de feita a sua vida profissional, que teve disponibilidade para começar a escrever e dar largas à imaginação.
Participa pela primeira vez numa antologia, do Grupo “Letras da Lagoa de Óbidos” VI  Antologia “Oh minha terra, onde eu nasci…” com dois poemas.
Camarate a minha terra de adoção, a minha terra onde eu nasci.

Tendo como filosofia de vida que (o horizonte é o limite) vai continuar sempre na busca de novos conhecimentos.




Agradecimentos:

Agradeço ao meu amigo fotógrafo
António Almeida de Viseu as fotos que me cedeu
para ilustrar este livro.

Agradeço aos meus netos Ana Paula Rosa Martins e Luís Miguel Rosa Martins todo o apoio e incentivo para que este livro fosse editado sem o seu apoio era-me impossível pôr este livro ao público.



Ludovina Dias


Nasceu numa aldeia da Beira Alta de nome Vila Nova de Ventosa no concelho de Vouzela, em 24 de Julho de 1951.

5ª filha de um casal de lavradores médios, cedo começou nas lides do campo e dos animais, mesmo antes da idade escolar.

Decorria o ano de 1957/58 quando Ludovina Dias aprendeu a ler, à lareira, com seu pai Augusto Dias, que nas noites longas de inverno se ocupava a ler em voz alta, para a esposa e os filhos, que se juntavam à volta da lareira.

Depois de fazer a escola primária, sempre se interessou pela leitura mas com fracos recursos era a biblioteca itinerantes da Fundação Gulbenkian que fazia chegar até à sua vila (Vouzela) de 15 em 15 dias os livros que havia de ler e entregar para ter sempre meios de leitura.

Casada, mãe de uma filha, avó de três netos.

Foi só depois de feita a sua vida profissional, que teve disponibilidade para escrever e dar largas á sua imaginação.

Participou pela primeira vez numa antologia “Oh! Minha terra, onde eu nasci…” VI antologia do grupo do facebook (LLO - Letras da Lagoa de Óbidos) com dois poemas.

Participou na colectânea de poetas Portugal - Brasil com dois poemas.

  
Tendo como filosofia de vida
(O HORIZONTE É O LIMITE)
vai continuar sempre na busca de novos conhecimentos.


NAZARÉ RIBEIRO


NAZARÉ RIBEIRO - NEZITA

BIOGRAFIA

Nazaré Ribeiro, de Nespereira - Cinfães - Viseu, emigrante em França.

Autora dos livros “O amor de minha vida” , "Aqueles que eu não esqueço", "O calvário das minhas dores",  "De novo eu renasci"
editados por MP Edições (Miká Penha).

Nasci de uma família pobre na linda aldeia de Nespereira Cinfães Do Douro, emigrante em França.
Sou uma poetisa romântica. Ao perder a minha querida mãe senti a maior tristeza que na vida se pode ter, triste por ela me deixar comecei a escrever poesia para espalhar o meu sofrimento de perder aqueles que tanto amamos. O nosso primeiro amor, a mãe que nos criou e os desgostos que passam pela nossa vida. Estes livros fazem parte da minha vida, poemas escritos com o sofrimento do meu amor que  mais amo. Participei em várias antologias




Nespereira, o berço que me criou

A sua bênção eu tive
(contra-capa)
Se um dia Deus me levar
Oh minha Nespereira querida
Eu quero que a minha campa
Seja por ti florida
Com as tuas lindas flores
Que os teus lindos montes têm
Com tua grande beleza
Só assim eu estarei bem
No meu coração te levo
No dia em que eu te deixar
Mas sei que mesmo no céu
Em ti eu irei pensar
Quem ama o seu cantinho
Nunca deixa de o amar
Leva no seu coração
Recordações do seu lar
Eu também te levarei
Porque sempre te amei
Terra que me deu o ser
Desde que eu um dia
A este mundo eu cheguei
Em boas palhas nasci
Para Deus me guiar
A sua bênção eu tive
Sem nunca me abandonar.

Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica
Título: Nespereira, o berço que me criou”
Autores: Nazaré Ribeiro
Capa: Miká Penha
Editora: MP Edições Miká Penha
Edição: 2019
D.L.: 459019/19
ISBN: 978-989-691-850-7



De novo eu renasci

“ Foi triste na minha vida ter a notícia que de repente tinha de combater com o cancro da mama, fiquei sem alegria, sem força e sem esperança de viver entreguei-me com a grande fé a Deus todos os dias pedindo para ele nunca me deixar sozinha, chorei muito nos momentos que me sentia sem coragem para isto tudo eu enfrentar, muitas vezes perguntava a Deus que mal eu tinha feito para tudo cair em mim.
 Mas pensei, tenho de seguir em frente, lutar e ser forte, nunca desanimar, entrei no meu triste caminho passando pelo IPO pouco tempo, tive de fazer a quimioterapia que me deixou perdida ao saber que ia perder o meu lindo cabelo que tanto adorava…”

Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica
Título: “De novo eu renasci”
Autor: Nazaré Ribeiro
Editora: MP Edições Miká Penha
Capa: Miká Penha
Edição: 2018
D.L.:

ISBN: 



O calvário das minhas dores

Prefácio
Foi perder o amor da minha vida
Casar por procuração sem conhecer o marido
Deixar a minha terra e emigrar para França
Deixar a minha família e todos os meus amigos
Ficar emigrante longe de tudo que tanto eu amei
Perder a minha avozinha a primeira pessoa que Deus me levou,
mais tarde o meu avó que tanto eu adorava.
Estar longe de Portugal era o meu grande calvário
Anos depois perdi a minha maior riqueza
a minha mãezinha que me levou metade da minha vida,
mas sem nunca a esquecer ela me deixou a força,
para eu poemas lhe escrever,
lhe provar o grande amor que eu lhe tinha.
Perdi dois sobrinhos na flor da sua idade,
a Sida os levou para sempre.
Sem acabar meu calvário, a morte bateu à porta,
e me levou a minha mana querida.
Não chegando a minha dor perdi o meu querido irmão,
que a dor não me deixou.
Depois o sofrimento do meu divórcio,
que marcou uma grande ferida na minha triste vida,
tanto sofri longe dos filhos sem nunca os esquecer.
A viver em Portugal outro desgosto sofri,
o meu pai tão querido, Deus o tirou deste mundo,
mas a mágoa sempre em mim ficou.
Mas o calvário mais forte, foi a morte de mais um mano,
que tão novo Deus o levou para o céu.
Não chegava a minha dor na minha tão triste vida,
que tive de ser operada aos olhos,
pouco depois mais tarde uma operação a anca,
que só Deus sabe o que eu sofri,
a seguir outra doença me apareceu,
e tive de enfrentar tudo com muita força e coragem,
sempre com Deus ao meu lado,
Consegui ser forte a pensar em quem tanto amo.
Neste livro pensei deixar escrito.
o calvário das minhas dores.
que só sabemos o que é sofrer quando se passa por elas, 
Deus sofreu e nós temos de sofrer, para nunca esquecer tudo,
o tudo que passamos na nossa vida.  
Mas a Deus eu agradeço por guiar sempre os meus passos,
e me dar o melhor caminho,
com a força do anjo que me enviou.
Que estas palavras sirvam de exemplo a muitas pessoas,
que lêem este meu livro Deus nos dá a sua grande luz,
e nos guia do seu grande paraíso.
Sempre me guiou e sempre me irá guiar e todos os meus, que do céu olham por mim.
Agradeço à minha santinha Nossa Senhora Da Libração,
por todos os milagres que me têm feito.

Nazaré Ribeiro


Aqueles que eu não esqueço

Prefácio 
Um pouco da minha vida

Foi nesta terra Nespereira, que passei a minha infância.
Foi nesta aldeia que tudo passei.
Vivi sempre com amor e carinhos dos meus avós maternos, porque os pais do meu pai nunca os conheci.
Desde pequenina tive sempre o que os meus pais me podiam dar.
Eles trabalhavam na terra para poderem viver mas criaram os seus filhos com boa educação, sem nada nunca faltar.
Com o tempo fui crescendo e uma moça fiquei.
Com amigos e amigas íamos passear e aos bailes que se faziam na eira no Verão com um gira-discos a tocar.
Foi aí que encontrei um amor.
Pouco tempo depois, este rapaz saiu da aldeia e o amor acabou.
Um dia, numa feira da minha aldeia, encontrei um rapaz que marcou o meu coração, mas pouco tempo depois tudo mudou entre nós.
Comecei a trabalhar na fábrica e o amor da minha vida apareceu.
Foi quem mais amei.
Deixei tudo por ele: fábrica, rancho folclórico e os passeios, porque ele era a minha perdição.
Um dia, o vento tudo levou e eu triste sem vontade de viver, mas com Deus ao meu lado.
Um rapaz que eu não conhecia apaixonou-se por mim apenas por cartas.
Oito meses de namoro, pensámos casar.
Com a ferida que tinha aceitei.
Casei sozinha com apenas a pessoa que representava o marido e os padrinhos.
Vestida de branco fui para a igreja e fiquei uma mulher casada.
Nesse dia, chorei muito pensando a grande asneira que fiz: casar com uma pessoa que nunca vi, mas um anjo me guiou.
Dois meses depois, emigrei deixando os meus pais a minha família, os meus grandes amigos e amigas e a terra que eu tanto amo.
Ausente dela, lutei para ser feliz e fui.
O homem com quem eu casei deu-me tudo o que sempre quis.
Nasceram deste casamento três filhos, um rapaz e duas raparigas, que criei com muito amor.
Hoje sofro por estar longe deles.
A minha separação e o divórcio a que o destino me obrigou. Sozinha, sofri e chorei.
Tinha dias que só queria desaparecer, mas um anjo me enviou 40 anos depois, o amor que eu tanto amei.
Ficámos juntos e consegui esquecer o meu triste passado.
Sei que Deus guia os meus passos, sei que tenho sempre um anjo comigo até um dia partir.

Escrevi este livro para não esquecer os que passaram por mim.
                                                                                                                                     Nazaré Ribeiro

Ficha Técnica

DL: 433583/17
ISBN: 978-989-691-680-0
Título: “Aqueles que eu não esqueço”
Autor: Nazaré Ribeiro
Fotos: Nazaré Ribeiro
Editora e compositora: Miká Penha
Imagem capa: Google 



O AMOR DA MINHA VIDA


Este livro faz parte da minha vida,
poemas escritos com o sofrimento do amor que eu mais amo.
Por este amor que sempre amei,
pensei realizar o meu sonho
deixar esta grande paixão num romance de amoR
na minha poesia esta pessoa foi enviada por Deus para me guiar
para me dar força e coragem nos momentos mais tristes da minha vida.
Quando me divorciei, sofri e jurei que um dia ia realizar este meu sonho que tanto esperei.


Agradeço a Deus por estar sempre comigo.

Ficha Técnica

D.L. :
ISBN:
Título: “O Amor da minha vida”
Edição: MP Edições (Miká Penha)
Capa: Miká Penha
Imagens: Google

Edição: 2016